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Monday, March 28, 2011

Maternidade em NYC

A maternidade que vou falar aqui não é a experiência de ser mãe em si, mas do hospital/maternidade daqui.

Os hospitais por aqui, por mais modernos e famosos que sejam, não oferecem o tipo de serviço VIP que algumas das leitoras estão acostumadas (principalmente se a leitora for moradora de SP-Capital).

Aqui a coisa é bem mais simples e democrática. Não existe desfile de moda nem para as mães nem para os bebês. Além disso, tem-se a"vantagem" de ser expatriada e não ter que encarar todo aquele pessoal vindo visitar na maternidade. Então naturalmente, tudo corre mais "low profile".

No quesito lembrancinhas, o melhor a se fazer é deixar para as visitas em casa, principalmente se for algo de comer (os bem-nascidos, por exemplo) que têm validade de apenas 3 dias e pedido mínimo de 20 unidades (pouca gente expatriada terá 20 pessoas visitando na maternidade), assim você congela eles e vai tirando do freezer conforme a demanda.

Roupas para o bebê enquanto estiver no hospital pode esquecer. TODOS os bebês usam a mesma blusinha branca, fralda e são embrulhados no próprio cueiro do hospital. Todo mundo igual. Roupa sua só no dia de ir embora e mesmo assim, nada de babado e muitos botões e fru-frus que as enfermeiras podem reclamar.


Para a mãe, o básico para ficar confortável e apresentável caso alguém apareça. Levar sabonete, shampoo e secador, e não esquecer de uma make up básica porque ninguém merece te ver com aquela cara de acabada pós-parto.

BY the way: em Manhattan os hospitais tem poucos quartos individuais e estes quartos não podem ser reservados com antecedência. Tarefa para o papai: sair correndo assim que o bebê nascer e ir até o escritório da administração colocar seu nome na lista. Torça para já ter algum quarto disponível e você não ter que dividí-lo após 27hrs em trabalho de parto com alguém assistindo programa de calouros em "ticanês" junto com o respectivo bebê chorão, como aconteceu comigo na primeira noite.

Welcome to the American Way!

Saturday, January 15, 2011

Blogagem Coletiva Internacional: O pré-natal em NYC

Primeiramente, aqui nos Estados Unidos não existe sistema de saúde público gratuito como existe (e funciona bem) na Europa. Todo mundo tem que ter plano de saúde. Até quem é bem pobre recebe um plano dado pelo governo.

Com isso, você escolhe o médico que atende seu plano e, como em todo lugar, os medicos melhores atendem apenas os planos que pagam melhor. Existe também a opção de escolher um médico privado que não atende nenhum plano. Esses médicos dispensam um atendimento bem mais personalizado, com mais tempo durante as consultas, mais frequência de consultas e total disponibilidade caso o paciente deseje contata-lo a qualquer hora. Muitos dos melhores planos de saúde cobrem até 70% dos pré-natais com esse tipo de médico, o que torna essa opção mais atraente e viável financeiramente.

No caso dos médicos que aceitam plano, normalmente, fazem a primeira consulta lá pela 7a. semana quando já é possível ver alguma coisa no ultrassom. Antes disso, apenas a enfermeira te recebe para um exame de sangue afim de confirmar a gravidez. A partir daí, são marcadas várias consultas, exames e ultrasons durante todo o pré-natal. Muitos desses médicos são também bastante receptivos caso você escolha algum exame mais detalhado, mesmo não tendo necessidade óbvia para tanto (por exemplo: conheço gente que optou por fazer tanto o CVS quanto a amniocintese mesmo tendo um bom resultado no exame da nuca).

Outra coisa: são poquíssimos os médicos que possuem um anestesista em sua equipe e aqueles que possuem são os médicos que não aceitam plano. Desta forma, muita gente que conheço acabou tendo problemas na anestesia por conta do anestesista ser inexperiente. As estórias que escutei - mais de 10 - acabaram todas bem e ocorreram no hospital Mont Sinai.

De qualquer maneira, independentemente do médico que você escolher, os hospitais são os mesmos para todo mundo. Os quartos privados ou individuais são poucos e você precisa não apenas pagar uma diária para ter eles (US$500 por dia) como ter sorte de encontrar um quarto disponível quando tiver dado a luz. Tais quartos são pequenos e não possuem qualquer luxo, a não ser o fato de você estar sozinha e poder ter alguém da sua família para passar a noite com você, caso queira.

A grande maioria divide quarto com outra mãe e, como os bebês são permitidos dormir no quarto, você corre o risco de após 27 horas de trabalho de parto ter que dividir o quarto com alguém que possui um bebê chorão ou que assiste show de calouros de algum canal latino não identificado no último volume.

Conheço também gente que dividiu quarto com ex-presidiária que havia conseguido sair da prisão para ter o filho e que teria que deixar o filho recém- nascido lá no hospital para a mãe (ou alguém) passar para pegar, pois ela teria que comparecer a corte no dia seguinte.

Resumo: independentemente do nível de atenção que você consiga do seu médico durante o pré-natal, o hospital vai ser o mesmo para todo mundo.

Ah, e também pode esquecer aquele desfile de moda com os recém-nascidos. Roupinha nova só no dia de voltar pra casa. Durante a estadia no hospital (não importa qual) todos os bebês usam uma camisetinha de algodão branca e são enrrolados em um cueiro da mesma cor. Todo mundo igual no berçario. Sem distinção de cor, raça ou nível social.

No final da tudo certo.

PS: a maioria dos partos aqui são normais, mas não ache que isso é uma obrigação imposta pelos médicos como muitos pensam. Quem quiser fazer cesária, consegue até com dia e hora marcada. Eh só conversar com seu médico. A diferença entre aqui e o Brasil é que aqui a cultura é para o parto normal, por isso a maioria dos médicos trabalha em equipe, pois na hora de você dar a luz, talvez seu médico não esteja disponível para te acompanhar 20 horas em trabalho de parto. Vai outro da mesma equipe e tá tudo bem.

Para saber da experiência de outras mães em outros países, clique aqui.

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