Tuesday, July 20, 2010

Blogueira Convidada

A Blogueira Convidada dessa semana é a Roberta Lippi do "Projetinho de Vida".

A Roberta já e mãe da Luiza de 3 anos e está prestes a dar a luz a Rafaela.

Aqui vai o post dela sobre a decisão de ter ou não ter o segundo filho.


"by Roberta Lippi

Quando recebi o convite da Paula pra escrever aqui nesse blog delicioso fiquei pensando: caramba, que responsa escrever no blog dos outros, ainda mais nesse que eu adoro! No nosso a gente fala o que quiser e se preocupa menos. Mas ali, como convidada, é diferente. Não poderia falar de viagem a NY com crianças porque só fui à cidade sozinha ou com o marido (por enquanto). Bom, se bem que compras para crianças foi o que mais fiz por lá... rsrsrs. Então achei que, dada a extensão da minha barriga e do espaço que ela tem tomado na minha vida, poderia falar sobre a decisão de ter o segundo filho.Porque ter o primeiro, pra mim, nunca foi questão de dúvida. Eu queria, meu marido também, e quando chegou a hora nós decidimos parar de tomar a pílula. Um ano depois, fiquei grávida da Luísa. 

Até então, ter um segundo posteriormente também era ponto pacífico. Nunca, na vida, pensei em ter filho único. Fui criada com mais um casal de irmãos gêmeos com idade muito próxima à minha, então sempre fomos muito companheiros. Meus pais também vinham de famílias com muitos irmãos e eu tinha até um pouco de pena (bobagem) de uma prima que era filha única porque ela não tinha com quem brincar. Sempre achei que dois filhos seriam o tamanho ideal de família pra mim. 

Eis que nada na vida é verdade absoluta, né? E Luísa nasceu, mamou, andou, fez um ano, dois... e nada da vontade de ter outro filho. Sentimento estranho, aquele. Enquanto algumas amigas já emendavam o segundo rapidinho, eu ainda tinha dúvidas. Meu marido, talvez mais ainda, por já ter 47 anos e levar uma vida corrida típica de executivo de empresa. Ele temia não conseguir dar para um segundo filho a atenção que ele estava se desdobrando para dar para a Luísa. E eu também senti muita preguiça especialmente depois que voltei a ter minha vida normal, sair, cuidar do corpo, da saúde, me dedicar ao trabalho, essas coisas. Mesmo trabalhando em casa, opção após o nascimento da Luísa.

Mas aí vinha aquela outra parte do diabinho me cutucando: “mas você não está sendo egoísta? E a Luísa, você não pensa no quanto é importante dar um irmão ou irmã pra ela? Criar filho único nos tempos atuais é estar fadado a mimá-la ao extremo, e um irmão vai ensiná-la a dividir e não se achar ‘rainha’ do pedaço vivendo no meio de adultos!” Ou então: “e quando a gente morrer, ela vai ficar sozinha nesse mundo?”

E esses sentimentos iam e vinham. Até que um certo dia, do nada, acordei realmente com vontade de ser mãe de novo. Sei lá que estalo foi esse, mas sei que ele apareceu. E aí fui conversar mais seriamente com o meu marido e ele concordou que deveríamos tentar. 

E foi assim. Ainda demorou quatro meses depois de parar com a pílula, mas engravidei de novo. Outra menina. A diferença entre elas será de exatamente três anos. E a cada dia eu e meu marido nos olhamos confiantes de que tomamos a decisão certa (de acordo com a nossa realidade, de longe quero julgar quem opta por parar no primeiro). Temos certeza que vai ser bom pra gente, mas melhor ainda para a Luísa, mesmo que ela não enxergue isso no começo por causa de eventuais crises de ciúme. Lógico que vou me descabelar em muitos momentos, mas tenho certeza que não vou me arrepender da decisão de ter mais um filho, o que é outra história. 

No mês que vem, pinta a dona Rafaela no pedaço. De novo, vem aquele sentimento de como ela vai ser, com quem será parecida, como será a personalidade dela. Sabemos, sim, que será um ser diferente e que novamente teremos que aprender a conhecer, amar e respeitar, sem fazer comparações entre as duas. 

E com tudo o que esse novo pacote vai trazer de trabalho, sabemos que agora nossa casa e nossa vida serão uma bagunça só. E quer saber? Acho que é isso que nos deixa mais animados."

18 comments:

Gabriela Gomez said...

Adorei o post, muito legal!
Eu tenho dois filhos com 1 ano e meio de diferença e a cada dia que passo vejo a amizade, o amor, o carinho brotando neles da forma mais linda e natural.
Não tem preço ver a alegria dela tentando imitar os passos dele e ele os dela.
Muitas felicidades pra vocês.
Bjs

Dani said...

Demais! Amei o texto, as razões e a conclusão....porque será né Rô?!
E Paula....tô adorando estes posts de blogueiras convidadas! Uma delícia!
Beijo prá vocês duas, mulheres incríveis!
Dani

Rafaela said...

ai...essa é a minha mega duvida... ter ou nao ter, eis a questao...

alias: Rafaela é o nome mais lindo do munda! HA!

Sarah said...

Oi Paula, cheguei aqui pelo post da Roberta, sempre acompanho o blog dela e adorei o seu também!
A decisão pelo segundo filho é difícil para alguns, fácil para outros, mas com certeza renova a dinâmica da casa. Concordo com a Roberta, dá uma certa preguiça de começar tudo de novo, mas ao mesmo tempo, é uma delícia proporcionar aos nossos pequenos a convivência com um irmãozinho!
um beijo!
Sarah
http://maedobento.blogspot.com/

Priscila said...

Oi!!
Eu sou leitora assídua do blog da Roberta e venho acompanhando a gravidez da Rafaela e as aventuras da Luisa.
Eu também nunca quis ter filho único. Até meus 12 anos fui quase filha única (quase porque meu pai teve mais 4 filhos, mas nunca tive muito contato com eles). Só então minha mãe teve outro filho. E como eu queria um irmão!!! Alguém pra brincar...
Hoje tenho o Gui que está com 4 e a Duda, com 1. Eles se adoram, brincam à beça. O ciúme rolou no início. Agora o Gui não sente mais ciúmes dela. Ontem, particularmente, a pequena deu um show em casa de ciúmes. A gente espera que o mais velho é que sofra com isso, né? Eu contei essa história lá no meu blog hj (priscilaresende.blogspot.com).
Bjs.

Carol said...

adorei!
ainda to grávida do primeiro, mas tb penso em ter o segundinho (sim, tb me dá uma preguicinha e olha que ainda nem sei o trabalho que dá!)! Mas é ótimo saber do ponto de vista das meninas!

beijao!

Lia said...

Mais uma convidada de luxo! Adorei.

Laura said...

Eu adoro o blog da Roberta !! E esse post ta fantástico !!!

Eu ainda não penso em ter o segundo o filho, pois a Clara ainda tem 1 ano e meio, mas com certeza em 1 ou 2 anos vou pensar nisso !!

Penso exatamente da mesma maneira que a RobertA

Mais uma vez parábens

bj

www.mundo-de-clara.blogspot.com

Kah said...

Minha dúvida universal: ter ou não ter?
E se ter, quando?

Ainda tenho algum tempo para decidir, mas já é bom ir vendo o ponto de vista de outras pessoas para usar de argumento para mim mesmo!
Beijos

Adriana Stock said...

Estou esperando esse "estalo" para o terceiro... Bj amiga!

Roberta Lippi said...

Paula, mais uma vez, obrigada pelo convite!
Beijos,
Roberta

Maya said...

Adorei o texto!
Também sou adepta de dar irmãozinhos aos filhos únicos! Acho que geralmente queremos ter uma famíla parecida com aquela em que crescemos. Eu tenho irmãos e meu marido tb.
Estamos esperando nossa primeira filha (descobri que é menina hj), mas queremos ter 3!
Bjos!

Paty said...

Adorei o post, Roberta, e o espaco que voce da no seu blog, Paula! Eu tambem penso em ter o segundo,m as infelizmente, no meu caso, nao e so querer... eu ja sofri 3 abortos espontaneos, e nao e facil lidar com estas perdas... !!!!
Bjs

Nutrição & Cia said...

Olá fui no blog da Ro e vi esse post achei muito interessante. Que legal aqui, eu já havia colocado minha carinha no seu FOLLOW, mas perdi vc por aqui e agora já achei de novo. Sou meio atrapalhada com essas coisas. Sou novata nisso. Um abraço Patricia. Se quiser poderás me seguir too! Também estudei em London demais

Glauco said...

Lindo post! Sou muito fã da Roberta. E não é só pq ela é minha irmã...rs
Seu Blog tb é bem bacana, Paula.
Aliás, seu nome tb!... Paula é o nome da minha outra irmã (gêmea)

Mamma Mini said...

Adorei, adoro interfaces entre blogs e adoro saber histórias de gravidez, primeiro filho, segundo... adorooooooooooooo! Gostei muito, gosto muito também do blog da Roberta, super responsa, ponderado, ético e necessário! Assim como o seu né Paula? louca pra ir pa NY again pra poder aproveitar suas dicas, aliás toda amiga minha que vai eu dou o link do seu blog, afinal também é necessário. beijos pras duas!

Viajando com Pimpolhos said...

Ai, parece que a Roberta escreveu esse post para mim! Estou exatamente nesse momento que começo a pensar: sim, não? Ainda estou mais para o momento da preguiça, esperando o tal estalo matinal...!
Bjs para ambas, Paula e Roberta, adorei!

Micheli said...

Adorei o post! Penso que é importante mesmo a criança crescer com irmãos e olhe que fui filha única. Quero muito ter mais um filho (a), só estou esperando a vontade de Deus, pq por mim já teria! rs.
Já seguia o blog da Roberta, agora estou te seguindo tb!
Beijos.
http://tagarelicesepensamentos.blogspot.com/

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