Wednesday, July 21, 2010

Quando os Pais Discordam na Educação

Muito interessante o post publicado no blog Motherload do NY Times de hoje.

Foi lançado debate sobre o que fazer ou como agir quando os pais (pais e mãe) tem métodos e opiniões diferentes em como educar os seus filhos.

O negócio é que esses mesmo pais foram, na maioria das vezes, criados de maneira completamente distintas e, portanto, acabam intuitivamente replicando aquilo que receberam (ou deixaram de receber) em casa com seus filhos. Quando envolve diferenças culturais e/ou religiosas, fica pior ainda.

Muitos casais acabam  até se separando por conta disso, tamanho o estresse que as divergências na educação trazem para a família.

Esse é um assunto delicado que merece atenção especial. Principalmente para as solteiras que estão contemplando o casamento. Na hora do "oba oba" tudo é lindo e ninguém pensa nos "perrengues" do dia-a-dia quando se está casado com alguém com uma visão sobre a educação bastante diferente da sua.

Por isso, tente combinar antes como serão as diretrizes na hora de educar. Pode não resolver 100% (nada resolverá), mas acho que minimiza bastante os possíveis conflitos.....digo por experiência própria.

Recomendo a leitura do post.

9 comments:

Carol P said...

Paula,
Concordo com vc, esse eh um assunto super delicado. Temos um acordo de nunca discordar na frente da C quando um fala o outro concorda, mesmo que discode e vire discussao no background. E olha que as vezes acontece, pois acho que essa regrinha eh super importante para manter a ordem e fazer a crianca entender que nao tem o pai ou a mae que deixa isso ou aquilo, sabe como eh.
bj

Livia, mãe da Carol said...

Eu e meu marido temos o pacto de jamais um tirar a autoridade do outro ou discutir qualquer coisa na frente da Carol. Independente da cultura, nacionalidade ou religiao, casais sao pessoas diferentes, criados por familias diferentes, portanto tem opinioes, nem sempre iguais. acho que o equilibrio e sempre a melhor forma e menos estressante para todos, sobretudo para os filhos. E complicado tambem avaliar isso antes de sermos casados e com filhos. Pq ate isso acontecer, apenas imaginamos como sera, mas depois tudo muda. Na pratica e muito diferente. Eu mesma me pego fazendo coisas que jamais pensei em fazer antes de ser mae. Acho que devemos nos relacionar com pessoas que tenham valores parecidos com o nosso isso, com certeza, vai amenizar muito os problemas do dia a dia e consequentemente da educacao dos filhos que vierem.

Roberta Lippi said...

Sabe que eu e meu marido combinamos muito nesse lance da educação da Luisa, graças a Deus. Apesar de sermos de gerações e Estados diferentes (RJ e SP), nós tivemos uma educação parecida, batalhada e calcada em valores semelhantes. Até hoje tivemos poucas discordâncias nesse sentindo.
Mas temos um casal de amigos muito próximos que têm sérios problemas. Vivem brigando por discordarem em relação a educação do filho. Alias, esse nosso amigo se mete demais em tudo o que ela faz, sabe? Eu fico meio passada. Ele implicou, por exemplo, quando ela parou de amamentar (o guri já tinha 9 meses). Vé se isso é coisa pro marido se meter? Tudo dá pau na casa deles, o casamento está balançadíssimo.
bjs

Kah said...

Isso é um assunto super delicado!
Aqui em casa vez ou outra rola um bate boca por causa disso! hhahaha
Mas nada fora do normal, não.

E por aí, como é a coisa?
Beijos

Fe Piovezani said...

Sabe que eu e meu marido éramos muito diferentes, em tudo o que você imagina, mas quanto à educação da Luísa, talvez por estarmos juntos há 12 anos, não discordamos de nada, e se há alguma dúvida, conversamos antes. Nunca passamos nenhum perrengue até agora. O que tive que trabalhar um pouquinho nele foi a mania de falar cagar e mijar pra ela...Vê se pode? Imagina uma menininha de cabelinhos cacheados, linda, falando essas coisas ?? Nâo dá !!!
beijos
Fe
nandapiovezani.blogspot.com

Coisas de mãe said...

Tento ser super cuidadosa com isto. De modo geral , eu e meu marido, pensamos de maneira parecida e respeitamos as diferenças. MAs claro que as vezes precisamos ceder. Acho que as mães, de modo geral (falo isto por mim mesmo) se sentem super DONAS dos filhos, e as vezes é difícil simplesmente let it go.

Conversando a gente se entende!!

beijos

Pati

PS Tem selinho pra vc no blog!

http;//coisasdemae.wordpress.com

Paty said...

Paula, parabens pelo post! Tenho certeza que muita gente se identifica. E apesar de concordarmos aqui em casa na questao de educacao da Babi, sempre tem algo que precisa ser discutido mais a fundo!!!! Bjs

Maria Silvia said...

Legal Paula! eu e meu marido nao temos tido muitos problemas so far...
sabe q eu venho conhecendo muitos casais aqui em NY de origens completamente diferentes, nessa cidade tao internacional e multicultural! imagino realmente q nao deva ser facil, nem o relacionamento em si, nem educar os filhos, a comecar pela lingua!
mas outro dia estava lendo, q essa eh uma tendencia mundial, pelo avanco da internet, as distancias mais curtas, muitos casamentos q antigamente eram dentro da mesma "tribo", agora nao tem mais fronteiras. e o interessante de tudo isso, eh justamente a diversidade, muito enriquecedor na criacao dos filhos, tentar pegar o q se tem de bom e de sucesso nas 2 culturas, criacoes, familias, etc... se for possivel ver por esse lado!
espero q ajude!! bjao, Silvia.

Anonymous said...

Comentário interessante! Sou solteiro e não tenho filhos! Penso que teria enorme dificuldade em aceitar que alguém me desacreditasse. No entanto, seria bem pior ter que desacreditar alguém, o que teria que ser feito, caso a outra parte resolvesse mentir para meus filhos, dizendo, por exemplo que 'Deus' existe. Sendo professor, neguei, veementemente a tentativa de um religioso que viera se pronunciar a meus alunos em sala de aula e fez menção a 'Deus', solicitando minha aprovação ("Não é, professor???"!). Respondi um sonoro "Não! Deuses não existem!" Sofri penalidade da diretora, posteriormente, mesmo 'esfregando-lhe' na 'cara' o Artigo 19 da Constituição, mas não deixei que meus alunos pensassem que eu fosse 'concordar or concordar'.

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